Certa vez acordou, meio excitado e com os olhos ainda mais vermelhos, olhando os cantos de seu quarto a localizar coisas que antes eram distração de criança e que agora não passavam de meros objetos compondo seu personagem bem visto aos olhos de uma sociedade, acordou excitado, com coisas que não podiam excitar, olhando sua excitação deu logo cabo furiosamente com suas mãos de unhas bem feitas, porém não pintadas, sentiu ao final sua magnânima façanha, notando depois que agira como no sonho, pensando em quem não podia.
Pensava em pessoas diferentes, ao mundo semelhantes, posturas diferentes, gostos complexos, foi então que percebeu que era outra coisa, não o que queria, nem sabia o que seria. Passou a esconder, em meio ao mal das sombras na cidade se arrastou, com sorriso largo e mentiroso sobreviveu, sempre escondendo a criatura interior, sempre largando o que era rumo ao que deveria supostamente ser.
Anos passando, o rosto permanecendo igual, sem rugas ou marcas de expressão, não conhecia o amor, era fascinado e gerido por desejos, abastecido por sonhos melosos e contatos inexistentes, era apenas uma sombra na cidade, era apenas mais uma sombra sem luz. Diferente, sem falar nunca de amor, se escondendo foi, na floresta escura e sem ar, afogando suas mágoas na construção de um personagem, admirado pela inteligência, abominado pela falta de sentimentos, dono do mais absoluto vazio, aquele preenchido pela falta de amor, um buraco sem fim, repleto de desejos não vividos e ocultos em caixinhas guardadas na ultima gaveta do guarda-roupa, ainda trancada por cadeados no interior do cofre, onde jamais seu segredo seria desvendado.
Havia alguém conhecedor de seu segredo, detentor das chaves desse tão escondido cofre, unicamente quem jamais lhe daria a facada nas costas, absolutamente jamais contaria seu segredo, era seu espelho, seu maio algoz, onde admirava sua beleza enquanto apagava as provas de seu crime, um crime que nunca havia cometido, em sua mente psicodélica seria pego, refazia os passos, revia as frases ditas, dormia e acordava com a mesma excitação, ele se traia toda noite, toda noite seu personagem era desfeito, e pela manha sabia, não ser suficientemente bom em esconder o que era, o dia da liberdade havia chegado, o cofre seria aberto, dentro dele ainda havia a caixinha.
Pensava em pessoas diferentes, ao mundo semelhantes, posturas diferentes, gostos complexos, foi então que percebeu que era outra coisa, não o que queria, nem sabia o que seria. Passou a esconder, em meio ao mal das sombras na cidade se arrastou, com sorriso largo e mentiroso sobreviveu, sempre escondendo a criatura interior, sempre largando o que era rumo ao que deveria supostamente ser.
Anos passando, o rosto permanecendo igual, sem rugas ou marcas de expressão, não conhecia o amor, era fascinado e gerido por desejos, abastecido por sonhos melosos e contatos inexistentes, era apenas uma sombra na cidade, era apenas mais uma sombra sem luz. Diferente, sem falar nunca de amor, se escondendo foi, na floresta escura e sem ar, afogando suas mágoas na construção de um personagem, admirado pela inteligência, abominado pela falta de sentimentos, dono do mais absoluto vazio, aquele preenchido pela falta de amor, um buraco sem fim, repleto de desejos não vividos e ocultos em caixinhas guardadas na ultima gaveta do guarda-roupa, ainda trancada por cadeados no interior do cofre, onde jamais seu segredo seria desvendado.
Havia alguém conhecedor de seu segredo, detentor das chaves desse tão escondido cofre, unicamente quem jamais lhe daria a facada nas costas, absolutamente jamais contaria seu segredo, era seu espelho, seu maio algoz, onde admirava sua beleza enquanto apagava as provas de seu crime, um crime que nunca havia cometido, em sua mente psicodélica seria pego, refazia os passos, revia as frases ditas, dormia e acordava com a mesma excitação, ele se traia toda noite, toda noite seu personagem era desfeito, e pela manha sabia, não ser suficientemente bom em esconder o que era, o dia da liberdade havia chegado, o cofre seria aberto, dentro dele ainda havia a caixinha.


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